belas verdades ditas de maneira preciosa
Eu disse num outro post que eu vivo como se o mundo tivesse sentido, mesmo sabendo que ele não tem nenhum mesmo.
Então decidi que vou escrever o que norteia os meus passos e quais são os meus moral pointers. Lá vai:
1) Darkseid ruleia.
2) Tudo no mundo é relacional. Não existe pensamento sem interconexão de signos. Estes signos servem para duas coisas: a) realizar, no meu mundo interno, a conceituação de um objeto, e b) delimitar, para mim, no mundo externo, as boundaries de uma determinada coisa. Não posso ter certeza da existência de mais nada que não seja o significado que dou as interconexões conceituais que faço. O mundo existe porque ele causa em mim a necessidade de conceituação e de relacionalizar estas conceituações. De grosso modo, a alteridade existe porque ela precisar ser significada por mim, e o amoldamento do cenceito do outro no meu mundo de significados (a relação) ratifica a existência do objeto da relação, no caso, o outro.
3) As coisas devem ser valoradas. Até a não valoração, em si, é uma valoração.
4) As relações são ontológicamente axiológicas.
5) As melhores relações são as de prazer. Porém, o prazer pode advir de relações não prazeirosas.
6) Reznor é Deus. Para entender deus eu preciso em primeiro lugar estabelecer com ele uma relação de outro, para então, na tentativa de almagamento dos conceitos à minha rede relacional, falhar miseravelmente. Aí, escuto a música e completo o processo. O conceito de Deus é um conceito que cabe no meu mundo. Porque, não poder ser reduzido a nenhum conceito, ainda é um conceito em si.
7) Reznor ainda é Deus.
Sinto o máximo possível de prazer nas coisas que faço, e busco proporcioná-lo aos outros.
e é isso. Quero, com o tempo, poder explicar como realizo o número oito. Mas já pensei em algumas coisas. Não posso saber, realmente, no que consiste o prazer da alteridade. Posso aproximá-lo ao meu mundo. Nesta aproximação, sempre posso ser supreendido pela não realização do “truth” na relação que estabeleci. Embora a relação que eu estabeleci não possa ser a real, ou pelo menos, inverídica, por ser minha, ela não deixa de ser válida como relação. Somente a carga dela que se modifica.
e assim vai
Tiamat – Deeper Kind Of Slumber
Buenas, semana passada eu fui na casa do Drug, e divide o ap com ele um sujeito MUITO legal. Se eu fosse mais gay, dava em cima. O sujeito vai pelo alias de Pak. Pois bem, lá pelos altos da noite, quando falando daquelas coisas pessoais e pesadas, ele me mostrou um cd que ele escutava quando estava mal, na adolescência. O cd era A deeper Kind of Slumber. Não sabia se eu ria ou chorava. Eu comprei este cd quando tinha uns quatorze anos no máximo, e escutei MUITO. Foi um daqueles, junto com o Pulnoc, que me foi roubado na frente da casa do fabs, aeons atrás. Me lembrei hoje de procurar no youtube, e tinha duas músicas. Sei que o Tiamat nunca vai ser uma banda que se possa falar muito, mas este disco é muito foda pra mim.
Me lembra de uma época em que eu sofria sem necessidade. Me lembra de uma época em que eu era bem menos inocente. Me lembra de uma época em que o amor não tinha se tornado uma coisa fútil, ou quem eu amava não tinha deixado de estar num pedestal.
A época em si não foi grande coisa, mas o disco sim me traz um monte de gostos e sabores que me estavam enterrados.
Pra falar de amor, neste blog de pinguancha, estou solito no más. Uma trepada ali, uns tapas acolá, mas no geral, meio solito. Me falta aquela companhia diária, eu acho, que no final das contas nunca consegui manejar. Neste único quesito, me bate a saudade do que nunca tive. Mas é só isso.
Vai ter festa este final de semana, e acho que vai estar legal. Vamos ver o que o futuro me reserva.
Flaming
Da Wikipédia: Flaming is the hostile and insulting interaction between Internet users.
Veio a minha atenção este termo, estes dias. O mais legal é a origem do termo. Tem haver com o Quarteto Fantástico. Bom, não é sobre quadrinhos que eu quero escrever hoje. Escolhi este tema porque senti uma necessidade absurda de fazer isso. Eu sei bem como é pequeno, mesquinho e idiota, mas não me atirar de cabeça foi um ato heróico. Na realidade, o que me espanta nestas discussões são os argumentos. Parte-se de uma premissa idiota, tipo: se o Mirhunn ascender ao próximo enlightement stage, ele vira alguma coisa a mais que Dragon Blooded, e pode usar Sidereal Martial Arts, e se vai até os xingamentos do Olavo de Carvalho.
Eu sei fazer isso também, não é nada complexo pegar uma frase qualquer de um autor e descontextualizar para que ela faça sentido com o meu texto. Por exemplo:
Slave screams! He thinks he knows what he wants!
E mudar uma parte qualquer, seja indicando alguém, ou a burrice do interlocutor. Ainda mais quando é uma briga extremamente hermética.
Na 3ª excelência, o que acontece mesmo é que dobra o valor estático e o claws of silver moon depois dobra de novo, tendo quatro vezes a força, naquele instante!
Mas aí respondes: Seu imbecil! Seu pederasta, sodomita filhadumaputa! Não é assim! A terceira exc. não funciona para dano!
Na realidade, eu prefiro coisas mais sutis. Uma única palavra, um só comentário, que parece quase impossível na sua simplicidade.
O que eu estava pensando é: You loose.
You loose.
Dito no lugar certo e no contexto certo, é muito, mas muito forte. Significa que, além de perder, aquele à quem se refere se perdeu também. Perdeu o que precisava, perdeu o que tinha, e mais ainda, perdeu o que poderia ter conseguido. E esta parte é o pior, a possibilidade não cumprida, a vontade não expremida, em face à realidade dura e fria das paredes (olha o texto anterior). Sabe, aquele passar de uma categoria de pessoa na vida de um (os que importam) para uma outra, anônima (as que não existem).
E tendo admitido a minha fraqueza, fica óbvio porque eu não posso fazer isso. Porque é muito fácil, depois, dizer que foi um ato de raiva. Ou um ato de “evilness” frio e calculado.
Mas bá! eu acho que nunca tive idade pra isso.
Talvez eu deva começar.
vivendo e não blogando
Sei que demoro pra escrever, mas tenho vivido muito, e blogando pouco.
Mas tenho coisas interessantes pra contar. A primeira delas é em relação ao trabalho. Eu vi uma audiência em que o sujeito foi cobrar coisa de cento e sessenta reais de um serviço que não foi prestado para ele. No Sofazão. Pois bem, o sujeito não vai ver o dinheiro de volta, até porque é objeto ilícito, mas não foi isso que me impressionou. O juíz leigo que presidiu a instrução do feito no JEC estava me falando que sente pena do sujeito. Isso porque o cara ganha o dinheiro dele de forma honesta, vai atrás de uma puta, e se vê sem o fruto do trabalho e o fruto dentre as pernas daquela que deveria ter fornecido. Sabe, eu até entendo que exista uma grande parte do mundo do qual eu não faça parte, e que neste mundo, o autor da ação tenha toda a razão. O que me espnta é que o meu ponto de vista não é aceito.
Ora, no meu ponto de vista – idealista, eu bem sei – se existem normas, estas devem ser cumpridas. Conheço a realidade do lugar onde vivo, e sei que quebramos normas todo o santo dia. Mas é no mínimo necessário que alguém as cumpra. Saca, o meu ponto nisto tudo é que, embora o mundo seja imperfeito, eu preciso agir como se não fosse. Todo aquele lance do meu comportamento ser o modelo para todo o comportamento. Levo isso a sério. Não sou um santo, e nem exijo isso dos outros. Mas, agindo como acho que seja a forma correta, abro caminho para que façam da mesma forma. Se nos definimos a partir das relações com as alteridades, que a definição que a alteridade tenha de mim seja uma pelo menos clara. Supondo que todo o mundo seja relacional, e que os conceitos que eu formo advenham também das impressões do agir do outro, posso supor que o outro funcione da mesma forma. Assim, se o agir dele é definido a partir do meu agir, e isso numa espiral ascendente hermenêutica, que a base, ou o comportamento mais basal possível seja um claro e coeso. E pá.
Por outro lado, estava eu batendo papo com o fabs, e ele me disse que estava numa seca criativa, porque estava estudando. Pois eu sugeri que ele falasse dos cantos. Canto é aquele lugar onde ângulos se encontram. Tu tens ângulos na casa, no quarto, na rua, e na vida. E cantos em todos estes lugares. O canto, pra mim, é sempre um ponto de definição. As coisas, ali começam e acabam. É como se o alfa e o ômega, juntinhos e de mão dadas estivessem no mesmo lugar, mas não no mesmo espaço. É, como eu tinha dito ali em cima, uma questão de relação. Num quarto, um canto, em sentido estrito, é onde as paredes se encontram, Num sentido amplo, é aquele ponto onde tu tens as coisas que a) não te importam mais (vou deixar ali no canto) b) que te importam muito (vou deixar ali no canto, para ninguém tocar) e c) um ponto sempre a ser modificado (tenho que fazer alguma coisa com aquele canto!). Pois bem, sendo que as paredes te tão os extremos da possibilidade, o canto é ponto focal do impossível. Ali, as possibilidades da forma são inquestionáveis. Se concebermos a vida para além do canto, e saírmos do espaço conceitual do quarto, tu estás nú ante o impossível. Da mesma forma que estamos nús embaixo das roupas, estamos expostos atrás das paredes, e o canto é a expressão máxima disso.
Não é livro de auto ajuda, bem antes pelo contrário. O fato é que, se pensarmos direitinho, o que nos separa do mundo de 1984 é aquela forma definida pelas paredes, e encapsulada pelo conceito de canto. É uma relação que se perfectibiliza na própria existência do não existir de uma relação (a de vigilância).
Aí, eu chego no meu terceiro ponto. Como bitch do NIN, eu não consigo não me impressionar da puta trilha sonora que é o Year Zero. Tenho um filme na minha cabeça, há alguns anos, em que o Brasil é tomado por um tipo de autocracia, liderada pelo exército. E o fato que desencadeou tudo isso, no meu filme, foi um ataque terrorista num avião. O avião que levava a Tati e o fabs para os Eua. Nesta visão do futuro, assustado com tudo isso, o alto comando brasileiro resolve tomar o controle da mixórdia que são as instituições brasileiras. Mas o filme tem dois lados. Ao mesmo tempo em que o pessoal que assume o controle são heróis (além de humanos, o herói clássico, investido de uma qualidade tal que os exalta do populacho), o populacho tem os seus. Humanos, medrosos, mesmo assim, com a necessidade de ser livre. O resto da trama, eu vou escrever num site, quando eu tiver tempo. O lance é que os dois lados tem razão. E isso me assusta. Como controlar 250 milhões e mesmo assim, dar algum tipo de vida decente? Existe maneira de nivelar por cima este contigente? É o que eu fico pensando.
Ah, e sexo. Neste ponto,
In and Out Man
Reescrevi este post várias vezes. Não sei como colocar as coisas da forma como eu quero.
Vamos para o dia a dia. No estágio, as coisas andam bem, eu acho. O Judge Dredd tem me tratado bem, dentro do possível para ele. Acho que, embora ele não vá com a minha cara, ele até me respeita. Porque senão eu já teria bailado. Na facul, também as coisas vão bem. O meu círculo de leitura com o Professor de Processo Civil vai começar agora nesta quinta. O livro que estamos lendo, Do Formalismo no Processo Civil, é bem legal. Denso pacas, mas muito gostoso de ler. Em casa, as coisas na mesma. Por incrível que pareça, pararam de me encher pra fazer concurso. Acho que estão começando a ver que eu to fazendo direitinho a minha vida. Mas a mãe já tá procurando outro motivo qqer para começar a torrar. Daqui a pouco mais, ela acha.
Afora isso, tenho pensando muito em uma e outra fantasias. Não vou escrever aqui, não acho que seja a mídia correta, mas é suficiente dizer que, se eu encontrar com quem realizar, vou me divertir MUITO.
O título do post fazia referência à uma parte do texto que – absolutamente – não cabe ser explicitada aqui. Eu tenho uns dois leitores, mas sei lá quem mais vai ler. E verba volant, scripta manent. (me corrigam o Latim, por favor).
Como eu já disse, este é um lugar para eu conversar comigo, sobre coisas que ninguém mais quer ouvir. Não escrevo num sentido emo, não me sinto triste por isso, é pela linguagem meio empolada e a parca necessidade de coerência verbal.
Uma notícia interessante foi a seguinte: Estou estagiando no Gabinete do Juízo do Crime do 4º Distrito, faz coisa de três meses. Desde o início de janeiro, estou com o Juiz regular da Vara. Um bom apelido é Judge Dredd. Ele é extremamente profissional, como há muito eu não via no serviço público, correto e trabalhador. Mas é MUITO, MUITO brabo. Nunca me destratou, e nunca foi grosso com niguém, verdade seja dita, mas é raríssimo que ele mostre os dentes. Pois bem, eu não tive direito penal ainda, e estou estudando a conta e risco, faço principalmente relatórios. Mas o meu objetivo é sentenciar. Na primeira investida que fiz, ele me disse que eu não sei escrever.
Ora pipocas! Eu SEI escrever. Posso não ser nenhum Huxley, ou Tolstói (e nem o Caio Fernando), mas com certeza estou em um nível MUITO melhor que muito advogado por aí. Buenas, hoje, quando eu entreguei a minha terceira sentença (e perguntei se estava menos pior), ele me respondeu que estava melhor! Este foi o único elogio que recebi desde o momento em que iniciei os trabalhos com ele.
Pode ser besta, mas me senti bem.
Em um outro comentário: como é difícil treinar para ser solteiro. Assunto recorrente, eu sei, mas é bizarríssimo. …Aí eu estou neste bar. Uma menina olha pra mim. Eu olho pra ela. Ato contínuo, eu olho ora trás, pra ver quem ela cuida. Não tem ninguém. Aí, vou ver, e ela tá se agarrando com um cara gay.
Quem me conhece um pouquinho, mas bem poquinho já sabe que eu não tenho preconceito NENHUM. Mas, sinceramente, qualé a da menina? Foi porque ela acha legal? Sexy beijar alguém que não sente tesão por ela? Pensei que poderia ser porque ela era amiga do sujeito e é uma forma de demonstração de carinho. Isso até seria de se pensar se não fosse a mão no pau do cara. Sabe, de novo, não tenho problema nenhum com o fato do cara ser gay, o que me estranha é a guria.
Tem uma banda que só eu gosto, que chama Moonspell. Numa mísica, HandMadeGod (ótimo nome pra qualquer coisa), eles gritam: You promised me a miracle!.
Pois é, bares modernosos, este é o milagre: meninas que ficam com caras que não as desejam, por desejarem que as desejem.
Numa outra nota: o Olavo de Carvalho é o melhor comediante do Brasil. Disparado.
Ele é para a arte de xingar o que o inventor do papel higiênico é para o mundo moderno: um transformador de paradigmas
http://www.blogtalkradio.com/olavo/2007/07/02/true-outspeak
lá pelo 18º minuto, o melhor xingamento de todos os tempos
isso por enquanto
O fato “solteiro”
Pois é, eu estou solteiro. Foi muito legal o que aconteceu entre nós e para este fato não existe negativa.
Mas estranho estar sozinho. Ir, aos poucos, retornando ao tipo de atividade que eu considerava morta pra mim, nominalmente, flertar com outras pessoas. Não que eu vá fazer alguma coisa agora, eu sinceramente não vou. Mas olhar para as outras pessoas com olhos de quem procura outras pessoas, é uma nova atividade para mim.
Para ilustrar: este final de semana fui no zelig. É um barzinho de música brasileira, com algum toque de nova mpb. É um povo bem estranho, bem diferente da verve góthica a que eu estava acostumado. O fato é que uma menina veio conversar com o Adriano, o meu amigo com quem eu fui. Ela sentou e puxou papo. Esta menina, que veio conversar com meu amigo, por sua vez estava acompanhada de uma menina lindíssima, que parecia ser uma mistura de pinturas do Botticcelli com um quê de francesa nas feições. Embora não seja bonita como a ana é pra mim, ela me impressionou. Até resolvi conversar com a mocoila, mas fui devidamente ignorado. Legal que isso não me arrasou, não tive um ataque de emo nem nada. Pelo contrário, foi “um quem sabe da próxima vez”.
Fato é que tenho que re-conhecer o caminho das pedras e das pernas, re-descobrir como responder na hora, e não dar uma de jeca tatu. Não acho que seja difícil, mas requer prática.
Algumas coisas contribuem para isso, entre elas, novos velhos amigos. E os grupos destes novos velhos amigos, que possuem uma boa qüantidade de novas novas meninas.
Sem internet
Fabs, Tati, e o resto do pessoal:
Pra variar, deu um ataque de loucura familiar, e como resultado, estamos processando a Net cabo. Por consequencia direta, estamos sem acesso a internet por tempo indeterminado. Fato que desta vez temos razão em pirarmos, mas mesmo assim, não tenho certeza de quando estarei de volta no mundo virtual.
Quero deixar claro que morro de saudades, e que a minha ausência não é uma de despeito.
na realidade, eu adoro peitos. Peitolas, pra ser sincero.
Sim! Peitolas!
beijos. acesso bem raramente, mas tentem deixar recados por aqui, ok?
beijões
pedacinhos de coisa nenhuma
I’m a Reznor biatch. I am, and I am not sorry for that.
Isto posto, passo a decidir.
Eu sei que não é lá muito novo, mas gostei do site. Já escutei uma versão de great destroyer que muito legal, a do modwheelmood.
Acho que vou me divertir bastante tentando encontrar o que é bom e o que é chato no site.
Quanto a coisinhas que eu vinha pensando. O Saul tem muito do Manson no AntiChrist. E um tanto do Mechanical Animals. Acho que faz sentido. Até acho a voz do Saul parecida com a do Manson em momentos isolados. Banged and Blown Through tem muito de uma música do With Theeth que eu não me lembro o nome, mas suspeito que seja The Line Begins to Blur. A bateria no início é óbvio, mas a música toda é bem no mesmo estilo.

