belas verdades ditas de maneira preciosa

April 29, 2008 at 11:47 pm (Uncategorized)

Eu disse num outro post que eu vivo como se o mundo tivesse sentido, mesmo sabendo que ele não tem nenhum mesmo.

Então decidi que vou escrever o que norteia os meus passos e quais são os meus moral pointers. Lá vai:

1) Darkseid ruleia.

2) Tudo no mundo é relacional. Não existe pensamento sem interconexão de signos. Estes signos servem para duas coisas: a) realizar, no meu mundo interno, a conceituação de um objeto, e b) delimitar, para mim, no mundo externo, as boundaries de uma determinada coisa. Não posso ter certeza da existência de mais nada que não seja o significado que dou as interconexões conceituais que faço. O mundo existe porque ele causa em mim a necessidade de conceituação e de relacionalizar estas conceituações. De grosso modo, a alteridade existe porque ela precisar ser significada por mim, e o amoldamento do cenceito do outro no meu mundo de significados (a relação) ratifica a existência do objeto da relação, no caso, o outro.

3) As coisas devem ser valoradas. Até a não valoração, em si, é uma valoração.

4) As relações são ontológicamente axiológicas.

5) As melhores relações são as de prazer. Porém, o prazer pode advir de relações não prazeirosas.

6) Reznor é Deus. Para entender deus eu preciso em primeiro lugar estabelecer com ele uma relação de outro, para então, na tentativa de almagamento dos conceitos à minha rede relacional, falhar miseravelmente. Aí, escuto a música e completo o processo. O conceito de Deus é um conceito que cabe no meu mundo. Porque, não poder ser reduzido a nenhum conceito, ainda é um conceito em si.

7) Reznor ainda é Deus.

8) Sinto o máximo possível de prazer nas coisas que faço, e busco proporcioná-lo aos outros.

e é isso. Quero, com o tempo, poder explicar como realizo o número oito. Mas já pensei em algumas coisas.  Não posso saber, realmente, no que consiste o prazer da alteridade. Posso aproximá-lo ao meu mundo. Nesta aproximação, sempre posso ser supreendido pela não realização do “truth” na relação que estabeleci. Embora a relação que eu estabeleci não possa ser a real, ou pelo menos, inverídica, por ser minha, ela não deixa de ser válida como relação. Somente a carga dela que se modifica.

e assim vai

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Tiamat – Deeper Kind Of Slumber

April 29, 2008 at 10:33 pm (Uncategorized)

Buenas, semana passada eu fui na casa do Drug, e divide o ap com ele um sujeito MUITO legal. Se eu fosse mais gay, dava em cima. O sujeito vai pelo alias de Pak. Pois bem, lá pelos altos da noite, quando falando daquelas coisas pessoais e pesadas, ele me mostrou um cd que ele escutava quando estava mal, na adolescência. O cd era A deeper Kind of Slumber. Não sabia se eu ria ou chorava. Eu comprei este cd quando tinha uns quatorze anos no máximo, e escutei MUITO. Foi um daqueles, junto com o Pulnoc, que me foi roubado na frente da casa do fabs, aeons atrás. Me lembrei hoje de procurar no youtube, e tinha duas músicas. Sei que o Tiamat nunca vai ser uma banda que se possa falar muito, mas este disco é muito foda pra mim.

Me lembra de uma época em que eu sofria sem necessidade. Me lembra de uma época em que eu era bem menos inocente. Me lembra de uma época em que o amor não tinha se tornado uma coisa fútil, ou quem eu amava não tinha deixado de estar num pedestal.

A época em si não foi grande coisa, mas o disco sim me traz um monte de gostos e sabores que me estavam enterrados.

Pra falar de amor, neste blog de pinguancha, estou solito no más. Uma trepada ali, uns tapas acolá, mas no geral, meio solito. Me falta aquela companhia diária, eu acho, que no final das contas nunca consegui manejar. Neste único quesito, me bate a saudade do que nunca tive. Mas é só isso.

Vai ter festa este final de semana, e acho que vai estar legal. Vamos ver o que o futuro me reserva.

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