April 30, 2008 at 9:28 pm (Uncategorized)

…aí eu comprei este cd do Motorhead. E tem uma música que é a minha cara:

I am the Sword
Murder I am, you know it was me
I was the one, that you didn’t see
I was the cut, down to your bone
I put you there under that stone
I, I am the blade, I am the dream of the brave
I, I am the knife, I bring grief to your life
I, I am the sword, I am the word of the Lord

Do what you will, I bring you the edge
I am the one to sever your head
I cut so deep, I can cut straight
All depends on the moves you make

I, I am the blade, I am the promise unmade
I, Iam the knife, I bring death to your life
I, I am the axe, to stop you dead in your tracks
I, I am the sword, I bring the fear of the Lord

Centuries pass, dust in the wind
I shall remain, shining in sin
The metal I am, the iron you feel
The song of the dead, the chorus of steel

I, I am the blade, I break the oath that you made
I, I am the mace, I am the blow in the face
I, I am the axe, to cut down heroes like rats
I, I am the sword, I do the work of the Lord

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belas verdades ditas de maneira preciosa

April 29, 2008 at 11:47 pm (Uncategorized)

Eu disse num outro post que eu vivo como se o mundo tivesse sentido, mesmo sabendo que ele não tem nenhum mesmo.

Então decidi que vou escrever o que norteia os meus passos e quais são os meus moral pointers. Lá vai:

1) Darkseid ruleia.

2) Tudo no mundo é relacional. Não existe pensamento sem interconexão de signos. Estes signos servem para duas coisas: a) realizar, no meu mundo interno, a conceituação de um objeto, e b) delimitar, para mim, no mundo externo, as boundaries de uma determinada coisa. Não posso ter certeza da existência de mais nada que não seja o significado que dou as interconexões conceituais que faço. O mundo existe porque ele causa em mim a necessidade de conceituação e de relacionalizar estas conceituações. De grosso modo, a alteridade existe porque ela precisar ser significada por mim, e o amoldamento do cenceito do outro no meu mundo de significados (a relação) ratifica a existência do objeto da relação, no caso, o outro.

3) As coisas devem ser valoradas. Até a não valoração, em si, é uma valoração.

4) As relações são ontológicamente axiológicas.

5) As melhores relações são as de prazer. Porém, o prazer pode advir de relações não prazeirosas.

6) Reznor é Deus. Para entender deus eu preciso em primeiro lugar estabelecer com ele uma relação de outro, para então, na tentativa de almagamento dos conceitos à minha rede relacional, falhar miseravelmente. Aí, escuto a música e completo o processo. O conceito de Deus é um conceito que cabe no meu mundo. Porque, não poder ser reduzido a nenhum conceito, ainda é um conceito em si.

7) Reznor ainda é Deus.

8) Sinto o máximo possível de prazer nas coisas que faço, e busco proporcioná-lo aos outros.

e é isso. Quero, com o tempo, poder explicar como realizo o número oito. Mas já pensei em algumas coisas.  Não posso saber, realmente, no que consiste o prazer da alteridade. Posso aproximá-lo ao meu mundo. Nesta aproximação, sempre posso ser supreendido pela não realização do “truth” na relação que estabeleci. Embora a relação que eu estabeleci não possa ser a real, ou pelo menos, inverídica, por ser minha, ela não deixa de ser válida como relação. Somente a carga dela que se modifica.

e assim vai

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Tiamat – Deeper Kind Of Slumber

April 29, 2008 at 10:33 pm (Uncategorized)

Buenas, semana passada eu fui na casa do Drug, e divide o ap com ele um sujeito MUITO legal. Se eu fosse mais gay, dava em cima. O sujeito vai pelo alias de Pak. Pois bem, lá pelos altos da noite, quando falando daquelas coisas pessoais e pesadas, ele me mostrou um cd que ele escutava quando estava mal, na adolescência. O cd era A deeper Kind of Slumber. Não sabia se eu ria ou chorava. Eu comprei este cd quando tinha uns quatorze anos no máximo, e escutei MUITO. Foi um daqueles, junto com o Pulnoc, que me foi roubado na frente da casa do fabs, aeons atrás. Me lembrei hoje de procurar no youtube, e tinha duas músicas. Sei que o Tiamat nunca vai ser uma banda que se possa falar muito, mas este disco é muito foda pra mim.

Me lembra de uma época em que eu sofria sem necessidade. Me lembra de uma época em que eu era bem menos inocente. Me lembra de uma época em que o amor não tinha se tornado uma coisa fútil, ou quem eu amava não tinha deixado de estar num pedestal.

A época em si não foi grande coisa, mas o disco sim me traz um monte de gostos e sabores que me estavam enterrados.

Pra falar de amor, neste blog de pinguancha, estou solito no más. Uma trepada ali, uns tapas acolá, mas no geral, meio solito. Me falta aquela companhia diária, eu acho, que no final das contas nunca consegui manejar. Neste único quesito, me bate a saudade do que nunca tive. Mas é só isso.

Vai ter festa este final de semana, e acho que vai estar legal. Vamos ver o que o futuro me reserva.

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Flaming

April 17, 2008 at 9:41 pm (Uncategorized)

Da Wikipédia: Flaming is the hostile and insulting interaction between Internet users.

Veio a minha atenção este termo, estes dias. O mais legal é a origem do termo. Tem haver com o Quarteto Fantástico. Bom, não é sobre quadrinhos que eu quero escrever hoje. Escolhi este tema porque senti uma necessidade absurda de fazer isso. Eu sei bem como é pequeno, mesquinho e idiota, mas não me atirar de cabeça foi um ato heróico. Na realidade, o que me espanta nestas discussões são os argumentos. Parte-se de uma premissa idiota, tipo: se o Mirhunn ascender ao próximo enlightement stage, ele vira alguma coisa a mais que Dragon Blooded, e pode usar Sidereal Martial Arts, e se vai até os xingamentos do Olavo de Carvalho.

Eu sei fazer isso também, não é nada complexo pegar uma frase qualquer de um autor e descontextualizar para que ela faça sentido com o meu texto. Por exemplo:

Slave screams! He thinks he knows what he wants!

E mudar uma parte qualquer, seja indicando alguém, ou a burrice do interlocutor. Ainda mais quando é uma briga extremamente hermética.

Na 3ª excelência, o que acontece mesmo é que dobra o valor estático e o claws of silver moon depois dobra de novo, tendo quatro vezes a força, naquele instante!

Mas aí respondes: Seu imbecil! Seu pederasta, sodomita filhadumaputa! Não é assim! A terceira exc. não funciona para dano!

Na realidade, eu prefiro coisas mais sutis. Uma única palavra, um só comentário, que parece quase impossível na sua simplicidade.

O que eu estava pensando é: You loose.

You loose.

Dito no lugar certo e no contexto certo, é muito, mas muito forte. Significa que, além de perder, aquele à quem se refere se perdeu também. Perdeu o que precisava, perdeu o que tinha, e mais ainda, perdeu o que poderia ter conseguido. E esta parte é o pior, a possibilidade não cumprida, a vontade não expremida, em face à realidade dura e fria das paredes (olha o texto anterior). Sabe, aquele passar de uma categoria de pessoa na vida de um (os que importam) para uma outra, anônima (as que não existem).

E tendo admitido a minha fraqueza, fica óbvio porque eu não posso fazer isso. Porque é muito fácil, depois, dizer que foi um ato de raiva. Ou um ato de “evilness” frio e calculado.

Mas bá! eu acho que nunca tive idade pra isso.

Talvez eu deva começar.

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vivendo e não blogando

April 15, 2008 at 11:29 am (direito e 2 cents, sistemas e filosofia)

Sei que demoro pra escrever, mas tenho vivido muito, e blogando pouco.

Mas tenho coisas interessantes pra contar. A primeira delas é em relação ao trabalho. Eu vi uma audiência em que o sujeito foi cobrar coisa de cento e sessenta reais de um serviço que não foi prestado para ele. No Sofazão. Pois bem, o sujeito não vai ver o dinheiro de volta, até porque é objeto ilícito, mas não foi isso que me impressionou. O juíz leigo que presidiu a instrução do feito no JEC estava me falando que sente pena do sujeito. Isso porque o cara ganha o dinheiro dele de forma honesta, vai atrás de uma puta, e se vê sem o fruto do trabalho e o fruto dentre as pernas daquela que deveria ter fornecido. Sabe, eu até entendo que exista uma grande parte do mundo do qual eu não faça parte, e que neste mundo, o autor da ação tenha toda a razão. O que me espnta é que o meu ponto de vista não é aceito.

Ora, no meu ponto de vista – idealista, eu bem sei – se existem normas, estas devem ser cumpridas. Conheço a realidade do lugar onde vivo, e sei que quebramos normas todo o santo dia. Mas é no mínimo necessário que alguém as cumpra. Saca, o meu ponto nisto tudo é que, embora o mundo seja imperfeito, eu preciso agir como se não fosse. Todo aquele lance do meu comportamento ser o modelo para todo o comportamento. Levo isso a sério. Não sou um santo, e nem exijo isso dos outros. Mas, agindo como acho que seja a forma correta, abro caminho para que façam da mesma forma.  Se nos definimos a partir das relações com as alteridades, que a definição que a alteridade tenha de mim seja uma pelo menos clara. Supondo que todo o mundo seja relacional, e que os conceitos que eu formo advenham também das impressões do agir do outro, posso supor que o outro funcione da mesma forma. Assim, se o agir dele é definido a partir do meu agir, e isso numa espiral ascendente hermenêutica, que a base, ou o comportamento mais basal possível seja um claro e coeso. E pá.

Por outro lado, estava eu batendo papo com o fabs, e ele me disse que estava numa seca criativa, porque estava estudando. Pois eu sugeri que ele falasse dos cantos. Canto é aquele lugar onde ângulos se encontram. Tu tens ângulos na casa, no quarto, na rua, e na vida. E cantos em todos estes lugares. O canto, pra mim, é sempre um ponto de definição. As coisas, ali começam e acabam. É como se o alfa e o ômega, juntinhos e de mão dadas estivessem no mesmo lugar, mas não no mesmo espaço. É, como eu tinha dito ali em cima, uma questão de relação. Num quarto, um canto, em sentido estrito, é onde as paredes se encontram, Num sentido amplo, é aquele ponto onde tu tens as coisas que a) não te importam mais (vou deixar ali no canto) b) que te importam muito (vou deixar ali no canto, para ninguém tocar) e c) um ponto sempre a ser modificado (tenho que fazer alguma coisa com aquele canto!). Pois bem, sendo que as paredes te tão os extremos da possibilidade, o canto é ponto focal do impossível. Ali, as possibilidades da forma são inquestionáveis. Se concebermos a vida para além do canto, e saírmos do espaço conceitual do quarto, tu estás nú ante o impossível. Da mesma forma que estamos nús embaixo das roupas, estamos expostos atrás das paredes, e o canto é a expressão máxima disso.

Não é livro de auto ajuda, bem antes pelo contrário. O fato é que, se pensarmos direitinho, o que nos separa do mundo de 1984 é aquela forma definida pelas paredes, e encapsulada pelo conceito de canto. É uma relação que se perfectibiliza na própria existência do não existir de uma relação (a de vigilância).

Aí, eu chego no meu terceiro ponto. Como bitch do NIN, eu não consigo não me impressionar da puta trilha sonora que é o Year Zero. Tenho um filme na minha cabeça, há alguns anos, em que o Brasil é tomado por um tipo de autocracia, liderada pelo exército. E o fato que desencadeou tudo isso, no meu filme, foi um ataque terrorista num avião. O avião que levava a Tati e o fabs para os Eua. Nesta visão do futuro, assustado com tudo isso, o alto comando brasileiro resolve tomar o controle da mixórdia que são as instituições brasileiras. Mas o filme tem dois lados. Ao mesmo tempo em que o pessoal que assume o controle são heróis (além de humanos, o herói clássico, investido de uma qualidade tal que os exalta do populacho), o populacho tem os seus. Humanos, medrosos, mesmo assim, com a necessidade de ser livre. O resto da trama, eu vou escrever num site, quando eu tiver tempo. O lance é que os dois lados tem razão. E isso me assusta. Como controlar 250 milhões e mesmo assim, dar algum tipo de vida decente? Existe maneira de nivelar por cima este contigente? É o que eu fico pensando.

Ah, e sexo. Neste ponto,

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