February 27, 2008 at 8:58 pm (Uncategorized)

Como eu já disse, este é um lugar para eu conversar comigo, sobre coisas que ninguém mais quer ouvir. Não escrevo num sentido emo, não me sinto triste por isso, é pela linguagem meio empolada e a parca necessidade de coerência verbal.

Uma notícia interessante foi a seguinte: Estou estagiando no Gabinete do Juízo do Crime do 4º Distrito, faz coisa de três meses. Desde o início de janeiro, estou com o Juiz regular da Vara. Um bom apelido é Judge Dredd. Ele é extremamente profissional, como há muito eu não via no serviço público, correto e trabalhador. Mas é MUITO, MUITO brabo. Nunca me destratou, e nunca foi grosso com niguém, verdade seja dita, mas é raríssimo que ele mostre os dentes. Pois bem, eu não tive direito penal ainda, e estou estudando a conta e risco, faço principalmente relatórios. Mas o meu objetivo é sentenciar. Na primeira investida que fiz, ele me disse que eu não sei escrever.

Ora pipocas! Eu SEI escrever. Posso não ser nenhum Huxley, ou Tolstói (e nem o Caio Fernando), mas com certeza estou em um nível MUITO melhor que muito advogado por aí. Buenas, hoje, quando eu entreguei a minha terceira sentença (e perguntei se estava menos pior), ele me respondeu que estava melhor! Este foi o único elogio que recebi desde  o momento em que iniciei os trabalhos com ele.

Pode ser besta, mas me senti bem.

Em um outro comentário: como é difícil treinar para ser solteiro. Assunto recorrente, eu sei, mas é bizarríssimo. …Aí eu estou neste bar. Uma menina olha pra mim. Eu olho pra ela. Ato contínuo, eu olho ora trás, pra ver quem ela cuida. Não tem ninguém. Aí, vou ver, e ela tá se agarrando com um cara gay.

Quem me conhece um pouquinho, mas bem poquinho já sabe que eu não tenho preconceito NENHUM. Mas, sinceramente, qualé a da menina? Foi porque ela acha legal? Sexy beijar alguém que não sente tesão por ela? Pensei que poderia ser porque ela era amiga do sujeito e é uma forma de demonstração de carinho. Isso até seria de se pensar se não fosse a mão no pau do cara. Sabe, de novo, não tenho problema nenhum com o fato do cara ser gay, o que me estranha é a guria.

Tem uma banda que só eu gosto, que chama Moonspell. Numa mísica, HandMadeGod (ótimo nome pra qualquer coisa), eles gritam: You promised me a miracle!.

Pois é, bares modernosos, este é o milagre: meninas que ficam com caras que não as desejam, por desejarem que as desejem.

Numa outra nota: o Olavo de Carvalho é o melhor comediante do Brasil. Disparado.

Ele é para a arte de xingar o que o inventor do papel higiênico é para o mundo moderno: um transformador de paradigmas

http://www.blogtalkradio.com/olavo/2007/07/02/true-outspeak

lá pelo 18º minuto, o melhor xingamento de todos os tempos

isso por enquanto

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February 13, 2008 at 8:06 am (Uncategorized)

aos poucos minha infância morre
eu te mato, fabs

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O fato “solteiro”

February 11, 2008 at 10:30 pm (Uncategorized)

Pois é, eu estou solteiro. Foi muito legal o que aconteceu entre nós e para este fato não existe negativa.

Mas estranho estar sozinho. Ir, aos poucos, retornando ao tipo de atividade que eu considerava morta pra mim, nominalmente,  flertar com outras pessoas. Não que eu vá fazer alguma coisa agora, eu sinceramente não vou. Mas olhar para as outras pessoas com olhos de quem procura outras pessoas, é uma nova atividade para mim.

Para ilustrar: este final de semana fui no zelig. É um barzinho de música brasileira, com algum toque de nova mpb. É um povo bem estranho, bem diferente da verve góthica a que eu estava acostumado. O fato é que uma menina veio conversar com o Adriano, o meu amigo com quem eu fui. Ela sentou e puxou papo. Esta menina, que veio conversar com meu amigo, por sua vez estava acompanhada de uma menina lindíssima, que parecia ser uma mistura de pinturas do Botticcelli  com  um quê de francesa nas feições. Embora não seja bonita como a ana é pra mim, ela me impressionou. Até resolvi conversar com a mocoila, mas fui devidamente ignorado. Legal que isso não me arrasou, não tive um ataque de emo nem nada. Pelo contrário, foi “um quem sabe da próxima vez”.

Fato é que tenho que re-conhecer o caminho das pedras e das pernas, re-descobrir como responder na hora, e não dar uma de jeca tatu. Não acho que seja difícil, mas requer prática.

Algumas coisas contribuem para isso, entre elas, novos velhos amigos. E os grupos destes novos velhos amigos, que possuem uma boa qüantidade de novas novas meninas.

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